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Marketing Digital

Marketing digital além de agências e ferramentas

23 Dezembro 2021 por Lucas Aprigliano

Está mais do que evidente a importância do marketing digital para atrair consumidores, gerar vendas e criar um relacionamento perene com os clientes. E no meio de campo entre marcas e pessoas estão as estratégias da empresa e, na maioria das vezes, agências e ferramentas que tornam todas as táticas de marketing executáveis, certo?

Em geral, entre as ferramentas, se destacam as de análises, automação e gerenciamento, sempre com o foco de trazer soluções aos gargalos da produção de marketing. Esses são alguns recursos para uma empresa construir um branding minimamente funcional.

Sobretudo quando se trata de grandes marcas, é raro ver apenas a equipe interna criando estratégias, planejando e executando todas as ações de comunicação. É sempre com o suporte de alguma agência e de inúmeras ferramentas que as ativações são conduzidas e mensuradas.

Mas inovação significa propor novos caminhos pensando em melhorias e olhando para o futuro. Por que não fazer diferente? Por isso, separei alguns passos para uma estratégia de marketing digital eficiente, que vai um pouco além das fórmulas já estabelecidas nos setores de comunicação.

1 - Marketing digital com o DNA do vendedor

Desde o início da pandemia, o comportamento do consumidor mudou e um dos efeitos foi a aceleração do processo de transformação digital nas marcas. Segundo a DT Index, pesquisa que aponta o índice de digitalização em corporações, cerca de 87,5% das empresas instaladas no Brasil realizaram alguma iniciativa focada no digital desde então.

Isso é ótimo, sem dúvidas, mas há um ponto sensível: uma digitalização pautada apenas em ferramentas causa impacto negativo na relação com o cliente. Isso acontece porque a estratégia de transformação digital não é centrada em pessoas. Dessa forma, o contato entre empresa e cliente torna-se frio e o esforço de agências e ferramentas digitais se tornam contraproducentes porque a comunicação deixa de fora o fator humano e, assim, não cria uma relação genuína com os consumidores.

Outro fator de atenção é a falta de integração de lojas físicas na estratégia de digitalização e talvez essa seja a razão para uma transformação digital que se comunica de forma pouco calorosa com o cliente. Ainda que a pandemia tenha influenciado no aumento de compras on-line, o ponto de venda ainda está em jogo e o estudo da Silverback Strategies comprova que as lojas físicas mantiveram um razoável fluxo de pessoas mesmo no período de maior isolamento.

Portanto, vale a seguinte reflexão: você considera o DNA do lojista da marca quando o assunto é digitalizar? Onde fica o relacionamento com o cliente se você ignora o primordial para a fidelização, que é o bom e velho atendimento com caráter humanizado? Se você está refletindo sobre esses pontos, passe para a próxima dica.


2 - Pense local primeiro

Foi pensando local que marcas como Centauro, Polishop, Arezzo, Renner, Carrefour, Fujioka, Lojas Lebes, entre outras, apostaram na descentralização da comunicação. É claro que o suporte de uma ferramenta tecnológica foi a premissa para a estratégia. No entanto, o grande diferencial foi colocar a equipe de loja como protagonista do projeto com a Bornlogic, no qual cada loja das marcas se comunica diretamente com o consumidor por meio de páginas locais nas redes sociais.

No mercado, não existe solução digital que empodere quem está na ponta. O que é visto são ferramentas que descentralizam o marketing, mas não tornam a comunicação calorosa, personalizada e contextualizada porque quem produz o conteúdo não faz parte do dia a dia do cliente local (que também é digital).

Considerando isso, é necessário ir um pouco além do modelo padrão e investir, ainda que com o suporte de ferramentas e agências, em uma estratégia que possibilite à equipe de loja criar um relacionamento digital perene com o cliente.

 

Vale ressaltar que a premissa de um bom lojista é ter vocação para atender bem e é justamente por essa razão que os lojistas devem se conectar digitalmente com os consumidores. Dessa forma, o conteúdo produzido é mais genuíno e atrativo, e a venda se torna a consequência.

3 - Dê autonomia digital ao vendedor

A insegurança executiva em dar autonomia digital à equipe de loja está totalmente relacionada aos paradigmas culturais de gestão que ainda apostam na centralização como um modelo de maximização de controle. É fato que determinadas decisões, considerando responsabilidades e riscos, devem ser restritas. No entanto, empoderar digitalmente os vendedores é determinante para virar a chave da transformação digital nas marcas e alcançar o omnichannel de verdade.

Sempre é válido olhar para trás e perceber que, quando não havia internet, tampouco redes sociais, a única forma de se conectar ao cliente era por meio do representante da marca. Em outras palavras, vale ressaltar que a equipe de loja sempre foi peça fundamental na construção de branding e vendas. Se o time do PDV já se conecta com o cliente no offline, não faz sentido ele não se conectar no online também, certo?

Por essa razão, é importante investir em uma solução que dê autonomia com governança à área executiva e suporte próximo à equipe, como gerentesdigitais. A tecnologia sempre estará numa espiral de avanço e cada vez mais novas ferramentas de marketing irão surgir, mas o sucesso sempre vai significar em ser o mais humano possível, sempre com pessoas conectando, ainda que por meios digitais, outras pessoas.

4 - Confie da rotina e na criatividade de quem sabe o que faz

Por fim, para criar relacionamento é necessário contexto. E é justamente por a sociedade estar hiperconectada que a comunicação deve acontecer em tempo real, de forma calorosa e local. Só quem pode fazer isso de forma eficaz é a equipe de loja, quem está na ponta e faz parte da rotina do cliente, algo que agências e ferramentas não conseguem atuar com tanta propriedade quanto um representante da marca.

Afinal, a equipe de loja entende as demandas e necessidades da comunidade local e a força de vendas se conectando com os shoppers eleva o nível de engajamento do cliente, atrai novos consumidores, aumenta a lucratividade e reforça o posicionamento da marca. Com cada loja produzindo seu próprio conteúdo, cria-se uma máquina de marketing digital e comunicação de vendas que conversa na "língua" do cliente da região, de forma criativa, contextual e personalizada.

Não esqueça que a verdadeira transformação digital é formada pelos mundos físico e virtual, e esse é um caminho sem volta às marcas que buscam ser omnichannel e conquistar a satisfação dos clientes.

 

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